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Volkswagen Amarok tem data para sair de linha e nova geração chega em 2027
Produzida há 15 anos na Argentina, a picape alemã se despede da geração atual para dar lugar a uma versão eletrificada e maior, com investimento bilionário

Quinze anos no mesmo ciclo é tempo suficiente para qualquer picape mostrar seu valor — e também para começar a sentir o peso da idade. A Volkswagen Amarok, lançada em 2010 e fabricada desde então na planta de General Pacheco, na Argentina, carrega esse histórico com orgulho, mas o relógio está contando: o modelo atual tem data marcada para sair de linha.
Segundo o Autoblog, a produção da geração vigente será encerrada no segundo semestre de 2026. A decisão não é uma surpresa para quem acompanha o mercado, mas confirma o que muitos esperavam: a Volkswagen está se preparando para uma renovação profunda, com a próxima geração da caminhonete prevista para chegar a partir de 2027.
Até lá, o V6 segue disponível
Enquanto a nova geração não aparece, a Amarok atual continua à venda no Brasil e em outros países da América do Sul com suas versões V6 3.0 turbodiesel. O motor, que entrega 258 cv de potência e 59,1 kgfm de torque, segue sendo um dos mais potentes do segmento e um dos principais argumentos de venda da picape alemã.
O ponto de atenção é que, a partir do fim de 2026, as concessionárias passarão a trabalhar apenas com o estoque remanescente que chegar da montadora. Na prática, isso significa que quem tem interesse na versão atual precisa ficar de olho no calendário — porque a disponibilidade vai diminuindo conforme o tempo passa.
O que muda na nova geração
A renovação que se aproxima não é uma simples atualização de visual. A nova Amarok representa uma mudança de plataforma, de tamanho e, o que mais chama atenção, de motorização.
A Volkswagen ainda não revelou oficialmente qual tecnologia eletrificada vai equipar a caminhonete — as possibilidades em discussão incluem híbrida plug-in, híbrida plena ou híbrida leve. O que parece certo é que, independentemente do tipo de eletrificação escolhido, a tecnologia deve trabalhar em conjunto com o já conhecido motor turbodiesel de 258 cv, preservando o desempenho que consagrou o modelo.
O chassis também muda de forma significativa. A nova geração será baseada na estrutura semi-monobloco da SAIC Maxus Terralord/Interstellar X, adaptada para as exigências do mercado sul-americano. Trata-se de uma arquitetura que promete equilibrar a robustez necessária para o trabalho pesado com uma dirigibilidade mais refinada — algo que os compradores de picape premium cada vez mais cobram.
Maior por dentro e por fora
Outro detalhe que não passa despercebido é o tamanho. A nova Amarok foi flagrada em testes no Brasil no ano passado e mostrou um porte visivelmente maior do que a geração atual. As dimensões exatas ainda não foram confirmadas pela Volkswagen, mas o que ficou evidente nas imagens é que a picape terá um interior mais espaçoso e uma caçamba ampliada — dois pontos que pesam muito na decisão de compra nesse segmento.
O crescimento não é por acaso. O mercado de picapes médias evoluiu bastante nos últimos anos, e as rivais da Amarok chegaram renovadas e com muito mais conteúdo. Ford Ranger, Chevrolet S10, Toyota Hilux e Mitsubishi Triton representam uma concorrência séria, e a VW sabe que precisa entrar na nova fase em pé de igualdade.
Investimento bilionário na Argentina
Para viabilizar esse projeto, a Volkswagen anunciou um investimento de R$ 3,3 bilhões na fábrica de General Pacheco, onde a nova Amarok será produzida. O volume de recursos revela a dimensão da aposta da marca alemã no potencial das picapes na América Latina — uma região onde esse tipo de veículo cresce ano após ano, tanto em volume de vendas quanto em exigência do consumidor.


