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Ferrari Luce elétrico inaugura nova era da marca com interior focado na experiência ao volante

Primeiro esportivo 100% elétrico da Ferrari aposta em design funcional, comandos físicos e tecnologia integrada para manter o DNA da condução

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Entrar em um Ferrari sempre foi um ritual. O volante, a posição de dirigir, o som — tudo conversa com quem está atrás do comando. O desafio agora é outro: como manter essa sensação quando o ronco do motor dá lugar ao silêncio elétrico? Foi exatamente essa pergunta que a Ferrari tentou responder ao revelar os primeiros detalhes do Luce, seu aguardado esportivo 100% elétrico, começando pelo interior e pela arquitetura da interface.

A apresentação aconteceu em São Francisco e não foi por acaso. O Luce nasce como um símbolo de transição, não apenas tecnológica, mas conceitual. O próprio nome — “luz”, em italiano — funciona como metáfora de um novo caminho que a marca de Maranello decidiu iluminar, sem romper com aquilo que sempre definiu seus carros: envolvimento, precisão e foco total no motorista.

Um interior pensado de dentro para fora

O que chama atenção logo de cara é que a Ferrari não seguiu a cartilha comum dos elétricos cheios de telas gigantes e comandos escondidos em menus. O interior do Luce foi desenhado para ser intuitivo no uso real, com comandos físicos bem definidos, feedback tátil claro e telas que complementam a condução, em vez de disputar atenção.

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A cabine nasce de um projeto conjunto entre o Ferrari Styling Centre e a LoveFrom, estúdio criativo fundado por Jony Ive e Marc Newson. O resultado é um ambiente limpo, quase minimalista, mas longe de ser frio. Cada botão, cada superfície, parece estar ali porque tem uma função clara. Na prática, isso significa menos distração e mais conexão com o carro.

Interface que respeita o motorista

A arquitetura digital do Luce foi construída para trabalhar em harmonia com o hardware. As telas são multifuncionais, mas organizadas de forma lógica, priorizando informações essenciais durante a condução. Nada de sobrecarregar o painel com gráficos desnecessários.

O volante segue como centro de comando, mantendo a filosofia recente da Ferrari de concentrar funções onde as mãos naturalmente repousam. A diferença é que, agora, a integração entre software e comandos físicos foi levada a outro nível, com respostas rápidas e leitura imediata — algo fundamental em um esportivo, elétrico ou não.

Materiais, sustentabilidade e identidade

Outro ponto que merece atenção está na escolha dos materiais. O Luce utiliza alumínio 100% reciclado e vidro técnico de alta resistência, reforçando um discurso de sustentabilidade que faz sentido no contexto da eletrificação, mas sem abrir mão do acabamento sofisticado esperado em um Ferrari.

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O ponto é que sustentabilidade aqui não aparece como adereço de marketing. Ela está integrada ao projeto, respeitando a tradição artesanal da marca e, ao mesmo tempo, apontando para um futuro em que desempenho e responsabilidade ambiental caminham juntos.

O que o Luce representa para a Ferrari

O Luce não é apenas mais um modelo elétrico entrando em produção. Ele inaugura um segmento totalmente novo dentro da Ferrari, algo que a marca sempre tratou com cautela. A promessa é clara: eletrificação não será sinônimo de descaracterização.

A revelação do exterior está marcada para maio de 2026, na Itália, e até lá a expectativa é que novos detalhes técnicos sejam divulgados. Mesmo assim, a mensagem já foi passada. A Ferrari não quer competir apenas em autonomia ou números de potência. O foco está em como o carro se sente ao ser conduzido, algo que sempre foi o verdadeiro diferencial da marca.

Aliás, ao olhar para o interior do Luce, fica evidente que a Ferrari entende que o futuro do esportivo elétrico não está em copiar fórmulas prontas, mas em reinterpretar sua própria essência. O silêncio do motor pode ser novidade, mas a conversa entre carro e motorista continua sendo o idioma principal.