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Lançamentos

Kawasaki Z1100 e Z1100 SE chegam ao Brasil: a supernaked aspirada mais completa da linha Z

Com motor inédito de 1.099 cm³, chassi de alumínio e eletrônica baseada em IMU, as novas Z1100 chegam para redefinir o topo da família Z no mercado nacional

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Tem categoria de moto que não precisa de turbo, não precisa de litro e meio de cilindrada e nem de asa traseira para impressionar. As supernakeds aspiradas de grande porte vivem em um território particular: potência que você consegue usar, eletrônica que protege sem infantilizar e um visual que não pede desculpa para ninguém. É exatamente nesse espaço que a Kawasaki Z1100 e sua versão mais equipada, a Z1100 SE, escolheram viver.

A fabricante japonesa acaba de confirmar a chegada das duas motos ao mercado brasileiro, com preços a partir de R$ 74.990 para a versão padrão e R$ 84.990 para a SE. O lançamento marca a estreia de um projeto completamente novo dentro da família Z — motor inédito, chassi repensado e eletrônica integrada que conversa com todos os sistemas ao mesmo tempo. Não é uma evolução da Z900 nem uma Z1000 renomeada. É uma moto desenvolvida do zero para ocupar o topo da linha aspirada da marca.

Um motor pensado para o mundo real

O coração das novas Z1100 é um quatro cilindros em linha de 1.099 cm³ construído com foco diferente do que o mercado costuma celebrar. Em vez de números espetaculares de potência máxima, a Kawasaki priorizou a entrega de torque nas baixas e médias rotações — justamente a faixa que mais importa no uso cotidiano, nas ultrapassagens em estrada e no ritmo mais vivo dentro da cidade.

kawasaki1 Kawasaki Z1100 e Z1100 SE chegam ao Brasil: a supernaked aspirada mais completa da linha Z

O resultado prático é uma moto que responde de forma direta ao acelerador sem exigir que o piloto force o motor até o limite da faixa vermelha para ter prazer. Na prática, isso significa que trocas de marcha menos agressivas ainda geram aceleração satisfatória, e o torque disponível em baixa transforma os momentos de abrir o gás em algo muito mais orgânico do que mecânico.

As relações de transmissão também foram revisadas nesse projeto. A Kawasaki ajustou as marchas para favorecer tanto a fluidez no trânsito urbano quanto a eficiência dinâmica em rodovias — uma calibragem que beneficia quem usa a moto todos os dias e não apenas nos fins de semana.

Chassi de alumínio: rigidez com propósito

A ciclística da Z1100 usa quadro do tipo twin-tube em alumínio, uma escolha que não é apenas questão de peso. A arquitetura foi desenvolvida para equilibrar rigidez estrutural com uma flexibilidade controlada, o tipo de combinação que faz diferença quando a moto precisa mudar de direção rapidamente ou manter estabilidade no meio de uma curva de alta velocidade.

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Quem pilota uma naked de grande porte sabe que o comportamento em curva tem muito mais a ver com a confiança que o chassi transmite do que com a potência disponível. O quadro twin-tube da Z1100 foi pensado justamente para isso: entregar previsibilidade, dar ao piloto a sensação de que a moto vai fazer o que ele pediu, sem surpresas.

A suspensão dianteira segue o sistema SFF-BP — uma configuração de forquilha semi-flutuante que distribui as funções de mola e amortecimento entre os dois tubos de forma independente, ganhando em rigidez lateral e precisão de direção. Na traseira, o sistema Horizontal Back-link posiciona o amortecedor horizontalmente, o que reduz a massa não suspensa e mantém o contato do pneu com o solo de forma mais consistente, especialmente em pisos irregulares ou em frenagens mais intensas.

Z1100 SE: quando o equipamento faz a diferença

A versão SE não é apenas um pacote de acessórios. Ela representa uma mudança real no nível de performance da moto, especialmente para quem pretende explorar os limites da Z1100 em condução esportiva.

O amortecedor traseiro Öhlins já seria suficiente para justificar boa parte da diferença de preço entre as duas versões. A marca sueca é referência global em suspensões para motos de alto desempenho, e a presença de uma unidade de série na Z1100 SE não é enfeite — é uma declaração de intenções. O conjunto permite ajustes mais finos de compressão e rebote, respondendo melhor às variações de ritmo e ao peso do piloto.

O sistema de freios completo da Brembo — discos, pinças radiais e pastilhas — completa o upgrade ciclístico da SE. A sensibilidade na alavanca, a modulação na frenagem progressiva e o desempenho em frenagens repetidas são perceptíveis para qualquer piloto com um pouco de experiência. Não é exagero dizer que a combinação Öhlins + Brembo eleva a Z1100 SE a um patamar técnico pouco comum em motos dessa faixa de cilindrada.

IMU no centro de tudo

A eletrônica da Z1100 é o tipo de sistema que trabalha nos bastidores sem aparecer — mas que você sente falta imediatamente quando não existe. A base de tudo é uma IMU (Unidade de Medição Inercial) que monitora continuamente a orientação do chassi em múltiplos eixos, alimentando todos os outros sistemas com dados em tempo real.

O KCMF (Kawasaki Cornering Management Function) é o recurso mais sofisticado do pacote. Ele coordena motor e chassi durante as curvas, garantindo que a entrega de potência e o comportamento dos freios se adaptem ao ângulo de inclinação da moto. O resultado é uma curva mais limpa, com menos intervenções bruscas e mais confiança para o piloto.

kawasaki4 Kawasaki Z1100 e Z1100 SE chegam ao Brasil: a supernaked aspirada mais completa da linha Z

O KTRC, controle de tração da Kawasaki, trabalha com três níveis de sensibilidade selecionáveis mais a opção de desligamento completo — ideal para quem prefere ter controle total em pista ou em superfícies específicas. O KIBS, sistema inteligente de freios, ajusta a pressão de frenagem conforme as condições de pilotagem, incluindo a consideração do ângulo de inclinação, o que o torna muito mais eficaz que um ABS convencional em curvas.

O conjunto eletrônico ainda inclui dois modos de potência (Full e Low), controle de cruzeiro para viagens mais longas e o KQS, sistema de troca rápida bidirecional que permite subir e descer marchas sem acionar a embreagem. Para quem usa a moto em situações variadas, essa combinação de recursos não é supérflua — é o que separa uma moto moderna de uma que simplesmente anda rápido.

Painel e conectividade

O painel TFT colorido de 5 polegadas com ajuste automático de brilho entrega as informações de forma clara e sem poluição visual. A conexão com smartphone via aplicativo RIDEOLOGY permite acesso a dados de pilotagem, personalização das telas e algumas configurações dos sistemas eletrônicos — funcionalidade que vai além do básico e agrega valor real para quem gosta de acompanhar sua evolução como piloto.

Design Sugomi: postura que comunica

O conceito Sugomi — palavra japonesa que carrega a ideia de presença intimidadora e aura de domínio — é a linguagem visual que a Kawasaki usa na família Z há anos. Nas Z1100, ele aparece em uma dianteira angulosa e assertiva, com faróis que parecem estar sempre em modo de ataque, e em uma posição de pilotagem ereta e dominante, característica das nakeds, que coloca o piloto acima do fluxo do tráfego.

A ergonomia é um ponto que merece atenção: a postura mais ereta favorece o conforto no uso diário sem comprometer a esportividade nas situações em que o piloto decide acelerar a curva. É um equilíbrio que a Kawasaki domina dentro da linha Z, e a Z1100 não decepciona nesse aspecto.

Para quem é essa moto

A Kawasaki Z1100 atende ao piloto que quer uma naked de grande porte sem abrir mão da usabilidade no dia a dia. O torque em baixas rotações, a ergonomia generosa e o pacote eletrônico completo fazem dela uma moto que funciona igualmente bem no trânsito de terça-feira e na estrada do fim de semana.

A Z1100 SE vai além. Com Öhlins e Brembo de série, ela é a escolha para quem tem pretensões mais esportivas ou simplesmente não quer fazer upgrade de suspensão e freios depois da compra. Os R$ 10 mil de diferença entre as versões representam um custo difícil de reproduzir no pós-venda, o que torna a SE uma equação financeira interessante para o piloto mais exigente.

As duas versões chegam às concessionárias autorizadas a partir do fim de fevereiro, com a Z1100 disponível na cor preta e a SE em cinza. O frete não está incluído nos preços anunciados — detalhe que vale considerar dependendo da região do comprador.